Púlpito do Altas Horas :
quero fazer um protesto contra a máfia que controla o cenário musical brasileiro
Bom pra começar nosso país é imenso, realmente enorme, além disso desde quando fomos "descobertos" ( pelo mundo "civilizado") veio gente de todos os cantos do mundo pra cá, e até hoje muitos ainda vem.
e o que isso tem haver com a música?
hoje no Brasil temos varias, muitas, incontáveis formas de manifestação artística, musical, cultural. e essa enorme diversidade se dá pelo fato de no Brasil existirem pessoas de origens, raças, e credos diferentes.
Os negros trouxeram seus atabaques e tambores, os europeus os instrumentos de corda, e cada povo que veio para essa nossa terra trouxe algo diferente.
A questão é que hoje é difícil definir com clareza uma cultura genuinamente brasileira, até os índios já sofreram influencias de outras culturas.
Mas é aí que está questão ... essas diferenças mil é que fazem do Brasil um país tão lindo e cheio de riquezas, sorrisos, e sabores diferentes.
é preciso saber respeitar as diferenças e nunca, nunca julgar ou prejulgar as outras culturas aqui existentes, pois se o conceito de bom ou ruim, certo ou errado, é relativo e historicamente rotulado.
O problema todo é que hoje temos meios de comunicação em massa realmente expressivos, a TV sem dúvida a maior de todas, e uma ou duas emissores possuem a maioria da audiência.
Por isso as informações que chegma na maioria das casas das pessoas é ditada, escolhida e adulterada por esse grupo de poderosos. Isso também se aplica à música, o que passa na TV, nas Rádios, é tudo controlado e adequado por uns ou outros Produtores fodoes, e o objetivo não é mostrar a musica, o artista, mas sim ganhar dinheiro a qualquer preço e alienar as pessoas para que elas não reclamem de nada.
O Brasil viveu nos anos 80 uma grande manifestação musical social, promovida pelas bandas de rock, nomes como Legião Urbana, Barão Vermelho, Ultraje a Rigor, Os Paralamas do Sucesso, Titãs, Capital, Plebe Rude, Biquini, o mestre Raul Seixas e muitas outros, fizeram da música um meio de expor os problemas sociais do Brasil no período pós ditaduta, talvez porque eles saibam o quanto é ruim ficar calado, e por isso esbanjam protestos, inquietações e revoltas em letras políticas, poéticas e românticas.
O Fato é que hoje não vemos mais isso, e a situação nacional não é tão diferente daquela época, fato comprovado visto que músicas feitas por essas bandas naquele tempo ainda tem um relevância fantástica nos dias de hoje, talvez até mais que naquela época, por exemplo "Que País é Esse" da Legião, "inútil" do Ultraje e muitas outras. Na verdade muitas bandas atuais fazem protestos e lutam por um pais melhor, mas elas não são ouvidas, nenhum "megaprodutor" ou gravadora se interessa por isso, eles não querem que o jovem pense, questione ... é mais fácil e dá mais dinheiro colocar no mercado bandas como NxZero, Fresno, ou entao McMarginal McDonodoMorro e etc, que tem letras bonitinhas de amor ou que tem mulheres com uma bunda gigante dançando de microsaia no palco.
Os cenários alternativos estao abarrotados de bandas que tem um recado a mandar, mas dificilmente alguma conseguirá se fazer ouvir. Algumas bandas hoje no mercado levantam essa bandeira do protesto e possuem senso crítico aguçado para questoes sociais como Detonautas, Pitty, Gabriel o Pensador.
A máfia fonográfica brasileira só produz o que lhe interessa financeiramente, não se importam com o artista, nem com a arte, quando todas essas modinhas passarem as pessoas vão ver o tempo que perderam ouvindo bobagens nos seus Ipod's. Como na frase de Manoel Bandeira adaptada pra música " A Música não muda o mundo, a música muda as pessoas, e as pessoas mudam o mundo!"
Viva a diversidade do Brasil, e que todos tenham seus espaço, pois muita gente tem algo pra dizer que as vezes nos impedem de ouvir.
Quando a ultima árvore for derrubada, o ultimo rio secar, e a ultima tempestade cair, o homem vai perceber que não se pode comer dinheiro.
Pensa Nisso!